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sexta-feira, 4 de maio de 2012

IDEMA quer trazer projeto de tratamento de lixo urbano para o RN

O diretor geral do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN (IDEMA), Gustavo Szilagyi, visitou ontem (02) a usina Natureza Limpa, localizada no município de Unaí, Minas Gerais. O modelo faz parte de um projeto da TJMC Empreendimentos especialmente concebido para realizar a conversão de Resíduos Sólidos Urbanos em carvão ecológico, com impacto ambiental mínimo.

Simples e robusta, a usina Natureza Limpa trabalha uma abordagem integrada de reciclagem e recuperação energética do lixo de excelente retorno financeiro e apto a operar em qualquer parte do mundo. A rota tecnológica Natureza Limpa representa a aplicação industrial do método de carbonização desde sempre utilizado nos fornos de barro do interior para a decomposição pirolítica da matéria vegetal em ambiente de ar rarefeito.

O processo de usinagem empregado pelo projeto procede à triagem do material reciclável e transforma o saldo orgânico em Combustível Derivado de Resíduos por exposição a temperaturas de carbonização - não havendo a incineração, por não existir combustão sem oxigênio. O que acontece é a decomposição por aumento de calor decorrente de aquecimento das paredes externas de um reator pirolítico.

Em poucas palavras, significa dizer que não há queima no processo de conversão dos resíduos sólidos urbanos em carvão. Essa transformação se dá por meio de decomposição em função do aumento da temperatura do reator, gerando assim uma "queima" limpa dos resíduos.

O sistema, por outro lado, não implica aporte suplementar de combustível externo, pois a produção de calor se auto-alimenta de uma fração do carvão produzido in loco. Os vapores e gases são, ademais, purificados por filtros de alta performance e passam por um processo de liquefação por destilação, resultando em subprodutos com valor de mercado.

Através do processo empregado pela usina, a poluição atmosférica é praticamente inexistente, e a contaminação freática é nula, já que os efluentes líquidos oriundos da manipulação do lixo são recolhidos num tanque impermeável para posterior bombeamento no forno e incorporação à massa pirolisada.

Fechando o ciclo de tratamento "rejeito zero", a cinza – com volume de aproximadamente 3% da matéria prima inicial – é aproveitada na produção de agregados de cimento em fábrica anexa.

A intenção da visita do gestor é conhecer melhor o projeto e estudar a viabilidade de implantação do método no Rio Grande do Norte. "O projeto seria muito bem vindo em nosso Estado. A iniciativa configura-se como uma alternativa ecologicamente correta para solucionar a problemática do tratamento e destinação final do lixo doméstico", avalia Szilagyi.

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