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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Queijos potiguares podem ganhar mercado nacional



Para pesquisador do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, indústria de laticínios potiguar precisa investir em qualificação e de divulgação dos queijos de coalho e manteiga.

por Tahiane Macêdo

Os queijos fabricados no Rio Grande do Norte, como coalho e manteiga, possuem alto padrão de qualidade e tem potencial para agregar mais valor. A avaliação é do pesquisador do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, Adalto Lemos , que vê na indústria de laticínios potiguar as chances expandir a participação no mercado nacional de comercialização de queijos.

O pesquisador proferiu palestra em que deu dicas de degustação e harmonização de queijos com vinhos e cachaças. A conferência foi realizada no auditório do Espaço Empreendedor, do Sebrae, durante a 50ª Festa do Boi, que acontece até o dia 20, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.

Para Adalto Lemos, uma forma de agregar valor aos queijos típicos do estado passa pela qualificação. “Para melhorar ainda mais o produto, é necessário que se invista em matéria prima de qualidade, boas práticas de processamento e investimento na comercialização e distribuição desse produto,” destaca. Além disso, é necessário criar uma experiência gastronômica para a degustação dos queijos, que podem ser servidos acompanhados de vinhos ou cachaça. “Essa experiência valoriza o queijo, torna-o desejável, faz o consumidor querer consumir novamente. Ultrapassa o mero ato de comer. É uma experiência”, considera.

De acordo com o pesquisador, os queijos produzidos no Rio grande do Norte tem potencial de crescimento no mercado nacional. “Minas gerais produz 50% do queijo coalho consumido no país. Rio de Janeiro e São Paulo são os maiores mercados consumidores. Para os produtores potiguares chegarem a esses mercados, é preciso que se invista em distribuição, qualificação e divulgação desses produtos,” diz.

Lemos ressalta que parte da produção de queijos do Nordeste é realizada de maneira clandestina. “Isso torna o consumo clandestino, não se pode mensurar com precisão a quantidade de queijo coalho consumida no Rio Grande do Norte, por exemplo, pois boa parte desse produto comercializado não está regularizado”, adverte.

A programação técnica do Espaço Empreendedor tem mais palestras até o encerramento da Festa do Boi. Estão previstas para esta segunda-feira (15) as palestras ‘Fatores de influência na reprodução de vacas leiteiras’ e ‘A experiência de produção de lácteos em modelo artesanal na região de São João Del Rei (MG)’. Também será lançada oficialmente no espaço a Pós-graduação em Gestão do Agronegócio pela Rehagro, a partir das 20h. A grade completa de palestras, minicuros e outras capacitações oferecidas gratuitamente pelo Sebrae está no endereço http://espacoempreendedor.rn.sebrae.com.br/programacao.

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